O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) iniciou estudos sobre uma possível ampliação da capacidade de tráfego da rodovia Rio-Santos (trecho paulista e fluminense da BR 101). A estrada, uma das mais movimentadas do País, principalmente em feriados, hoje tem pista simples em praticamente toda sua extensão. O que está em análise, segundo o diretor-geral do DNIT, Luiz Antonio Pagot, não é a duplicação da rodovia, que fica à beira-mar, mas a transformação do acostamento em pista.
A adaptação elevaria de duas para quatro a quantidade de
faixas disponíveis para o tráfego. O DNIT também estuda a construção de uma nova rodovia para ligar Angra dos Reis a Resende, ambas no Estado do Rio. "Seria uma pista de 80 quilômetros, em linha reta, usando túneis", disse. Segundo Pagot, a ampliação por meio do uso do acostamento é uma maneira de aumentar a capacidade da Rio-Santos sem grandes interferências no meio ambiente. O próprio traçado da Rio-Santos dificultaria uma duplicação tradicional - a rodovia está, em praticamente todo seu traçado, espremida entre a costa e a Serra do Mar.
Um dos primeiros passos para essas futuras obras já pode começar a ser dado no ano que vem, quando o DNIT deverá fazer licitação para escolher a empresa que fará o projeto da ampliação - por meio da conversão do acostamento - dos 67 quilômetros de Itacuruçá a Angra dos Reis (RJ). O que ainda está em estudo, portanto, é o aumento da capacidade dos 269 quilômetros de Angra a Santos. Pagot, porém, esclarece que a ampliação de toda a extensão da Rio-Santos ainda é objeto de estudos preliminares.
O DNIT, porém, já realiza algumas interferências na via hoje. Atualmente está sendo duplicado um pequeno trecho, de 29 quilômetros, de Santa Cruz (RJ) a Itacuruçá (RJ).
Além do já intenso tráfego de turistas, a Rio-Santos deverá experimentar um aumento no volume de veículos nos próximos anos por conta dos investimentos que estão sendo feitos em suas imediações, como a obra da usina nuclear de Angra 3, em Angra dos Reis (RJ), e da unidade de tratamento de gás natural da Petrobrás em Caraguatatuba (SP).(AE)